Salmos 44
<e>Poesia do grupo de Corá. Ao regente do coro.</e> <t> <n>[1]</n> Ó Deus, nós ouvimos </t><t>com os nossos próprios ouvidos </t><t>aquilo que os nossos antepassados </t><t>nos contaram. </t><t>Ouvimos falar das grandes coisas </t><t>que fizeste no tempo deles, </t><t>há muitos anos. </t>
<t>Eles contaram como expulsaste </t><t>os povos pagãos </t><t>e puseste o teu povo na terra deles. </t><t>Contaram como castigaste </t><t>as outras nações </t><t>e fizeste o teu povo progredir. </t>
<t>Não foi com espadas </t><t>que os nossos antepassados </t><t>conquistaram aquela terra; </t><t>não foi com o seu próprio poder </t><t>que eles venceram. </t><t>Eles venceram com o teu poder, </t><t>com a tua força </t><t>e com a luz da tua presença. </t><t>Assim tu mostraste o teu amor </t><t>por eles.</t>
<t>Tu és o meu Rei e o meu Deus. </t><t>Tu dás a vitória ao teu povo. </t>
<t>Com o teu poder </t><t>vencemos os nossos inimigos </t><t>e, com a tua presença, </t><t>derrotamos os nossos adversários. </t>
<t>Não é no meu arco que eu confio, </t><t>e não é a minha espada </t><t>que me dá a vitória. </t>
<t>Pois foste tu que nos livraste </t><t>dos nossos inimigos </t><t>e venceste aqueles que nos odeiam. </t>
<t>Nós te louvaremos o dia todo; </t><t>nós te somos gratos para sempre.</t>
<t>Mas agora, ó Deus, </t><t>tu nos rejeitaste </t><t>e deixaste que fôssemos derrotados, </t><t>pois já não acompanhas </t><t>os nossos exércitos. </t>
<t>Tu nos fizeste fugir </t><t>dos nossos inimigos, </t><t>e eles levaram embora </t><t>tudo o que tínhamos. </t>
<t>Tu nos trataste como se fôssemos </t><t>ovelhas que vão para o matadouro </t><t>e nos espalhaste </t><t>entre as outras nações. </t>
<t>Vendeste barato o teu próprio povo, </t><t>como se nós tivéssemos pouco valor. </t>
<t>Os povos vizinhos, </t><t>vendo o que nos fizeste, </t><t>caçoam e zombam de nós. </t>
<t>Tu nos fizeste motivo de zombaria </t><t>para as outras nações; </t><t>os outros povos nos desprezam. </t>
<t>Estou sempre humilhado </t><t>e coberto de vergonha, </t>
<t>ouvindo as zombarias </t><t>dos meus inimigos </t><t>e os insultos dos que querem </t><t>se vingar de mim.</t>
<t>Tudo isso nos aconteceu, </t><t>embora não tivéssemos esquecido de ti, </t><t>nem tivéssemos quebrado a aliança </t><t>que fizeste com o teu povo. </t>
<t>Não fomos infiéis a ti, </t><t>nem desobedecemos </t><t>aos teus mandamentos. </t>
<t>Porém tu nos jogaste, esmagados, </t><t>no lugar onde estão </t><t>os monstros marinhos </t><t>e nos deixaste </t><t>na mais profunda escuridão. </t>
<t>Se tivéssemos deixado de adorar </t><t>o nosso Deus </t><t>e orado a algum deus pagão, </t>
<t>tu certamente ficarias sabendo disso, </t><t>pois conheces os pensamentos secretos </t><t>das pessoas. </t>
<t>Mas por causa de ti estamos </t><t>em perigo de morte o dia inteiro; </t><t>somos tratados como ovelhas </t><t>que vão para o matadouro.</t>
<t>Acorda, Senhor! </t><t>Por que estás dormindo? </t><t>Levanta-te. </t><t>Não nos rejeites para sempre. </t>
<t>Por que te escondes de nós? </t><t>Por que esqueces </t><t>dos nossos sofrimentos </t><t>e das nossas aflições?</t>
<t>Nós estamos abatidos, </t><t>caídos no chão; </t><t>estamos vencidos, jogados no pó. </t>
<t>Levanta-te e vem ajudar-nos. </t><t>Salva-nos por causa do teu amor.</t>