Efésios 4:29
”Não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem.” (Efésios, capítulo 4, versículo 29) Usamos, também, a língua para julgarmos o próximo com zombarias e críticas. A zombaria se manifesta quando você vê uma falha física ou de caráter em alguém e começa a rotular a pessoa com isso. Cumprimentos como: “E aí, gordinho?”; “Fala, careca!”, são brincadeiras que diminuem a pessoa, rotular o outro como preguiçoso, furão, rabugento, mandão ou dizer: “Ele não muda mesmo!” são zombarias e ultrapassam os limites da liberdade que temos uns com os outros. A amizade e a intimidade, muitas vezes, dão brechas para esse tipo de coisa, mas como filhos de Deus, temos que rejeitá-las e tirá-las do nosso meio. Todos nós estamos em fase de crescimento espiritual e quem é você para julgar o estágio do seu próximo? (Leia Romanos, capítulo 14, versículo 4), ou você gostaria de ser o responsável pela outra pessoa pecar ou se afastar de Deus? (Leia Lucas, capítulo 17, versículo 2). Mesmo sendo em tom de gracejo, zombaria é crítica, e críticas não fazem bem, muito pelo contrário. Sabendo que a crítica não constrói coisa nenhuma, por que, então, usá-la em seus amigos, justamente nas pessoas que você quer bem? ►Leia: Provérbios, capítulo 11, versículo 9; 2Timóteo 2:16; Romanos, capítulo 14, versículo 13, parte e responda: Qual o mal que a zombaria pode trazer ao meu irmão? O que a Bíblia diz sobre críticas e zombarias? ➔ Se você tem sido alvo de críticas e zombarias, mesmo magoado, você não tem o direito de pecar por causa disso. Leia 2Samuel 16:10-13 e veja qual foi a reação do rei Davi quando humilhado em público.
Leia Efésios 4:32 e Lucas 6:28, obedeça a essas ordens e siga seu caminho como Davi fez em 2Samuel 16:13.
TIRANDO A LIÇÃO
Tinha na cidade um cara cujo apelido era Cabeçudo. Nascera com uma cabeça grande, dessas cuja boina dá para botar dentro, fácil, uma dúzia de laranjas. Mas, fora disso, era um cara pacato, bonachão e paciente. Não gostava, é claro, de ser chamado de Cabeçudo, mas, desde os tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava. Onde quer que o encontrasse, dava-lhe uma palmada na cabeça e perguntava: - “Tudo bom, Cabeçudo?” O cara, já com seus quarenta e poucos anos, e o chato sempre o humilhava. Um dia, depois do milésimo tapinha na sua cabeça, o Cabeçudo meteu uma faca no engraçadinho, que morreu na hora. A família da vítima era rica, a do Cabeçudo, pobre. Não houve jeito de encontrar um advogado disposto a defendê-lo, pois o crime teve muitas testemunhas. Depois de tentarem contratar advogados de São Paulo e do Rio, sem sucesso algum, resolveram procurar o Zé “Caneado”, um advogado que, há muito tempo, deixara a profissão, pois, como o próprio apelido indicava, vivia de porre. Pois não é que o Zé “Caneado” aceitou o caso, e passou a semana anterior ao julgamento sem botar uma gota de cachaça na boca? Na hora de defender o “Cabeçudo”, ele começou a sua defesa assim: - “Meritíssimo Juiz, honrado Promotor, dignos membros do Júri”. Quando todo mundo pensou que ele ia continuar a defesa, ele repetiu: - “Meritíssimo Juiz, honrado Promotor, dignos membros do Júri!” Repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo Juiz: - “Peço ao advogado que, por favor, inicie a defesa”. Zé “Caneado”, porém, fingiu que não ouviu e: - “Meritíssimo Juiz, honrado Promotor, dignos membros do Júri!” E o Promotor: -“ A defesa está tentando ridicularizar esta corte!” O Juiz: - “Advirto ao advogado de defesa que se não apresentar imediatamente os seus argumentos”… Foi cortado por Zé “Caneado”, que repetiu: - “Meritíssimo Juiz, honrado Promotor, dignos membros do Júri!” O Juiz não aguentou: - “Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando que a Justiça é motivo de zombaria?
Ponha-se daqui para fora antes que eu mande prendê-lo”. Foi, então, que o Zé “Caneado” disse: - “Se, por repetir apenas algumas vezes que o Juiz é meritíssimo, que o Promotor é honrado e que os membros do Júri são dignos, os senhores me ameaçam de prisão, pensem na situação deste pobre homem, que durante quarenta anos, todos os dias da sua vida, foi chamado de “Cabeçudo”. “Cabeçudo” foi absolvido.
DECIDINDO
Pense, agora, nas pessoas que você magoou, prejudicou ou mesmo criticou com suas palavras; peça perdão a Deus por tê-las ferido e não use mais sua língua como arma contra seus irmãos. ORE: Termine orando e decorando o versículo. Até amanhã!