Para uma Ocasião como Esta
No capítulo 3, Hamã era um oficial que foi promovido pelo rei Xerxes. Por ordem do rei, todos os oficiais deveriam se curvar diante dele.
Todos se curvavam. Menos Mardoqueu.
Isso começou a incomodar os outros oficiais. Todos os dias perguntavam a Mardoqueu por que ele desobedecia à ordem do rei. Mas ele não dava ouvidos.
E aqui algo me chamou a atenção: aparentemente, Hamã nem havia percebido a postura de Mardoqueu. Foram os outros oficiais que decidiram contar a ele.
Por quê?
Será que pensavam: “Por que nós precisamos nos curvar e ele não?”
Não sabemos. Mas sabemos que Mardoqueu havia contado a eles que era judeu. Ele não escondia quem era e, mesmo vendo todos ao seu redor fazendo diferente, permaneceu em sua posição.
Quando Hamã finalmente percebeu, ficou furioso. E, ao descobrir que Mardoqueu era judeu, decidiu que não bastava destruir apenas aquele homem. Queria exterminar todo o seu povo.
Hamã apresentou seu plano ao rei. Xerxes concordou e lhe deu autoridade para executá-lo.
Então o decreto foi enviado.
E o capítulo 3 termina com uma cena que me impressionou:
Imagine essa cena.
De um lado, uma cidade em confusão. Pessoas que acabavam de descobrir que havia uma data marcada para sua morte. Do outro, dois homens sentados bebendo.
MAS MARDOQUEU SE MOVIMENTOU
Quando soube do decreto, rasgou suas roupas, vestiu pano de saco, cobriu-se de cinzas e saiu pela cidade chorando alto e amargamente.
Ele foi até a porta do palácio, mas não pôde entrar vestido daquela maneira.
Mesmo assim, Mardoqueu fez o que estava ao seu alcance.
Fez a notícia chegar até Ester e pediu que ela fosse ao rei interceder por seu povo.
Ester teve medo.
Ir à presença do rei sem ser chamada poderia custar sua vida.
Foi então que Mardoqueu disse:
A coroa não poderia protegê-la.
O palácio parecia um lugar seguro, mas Mardoqueu fez Ester perceber que talvez ela não estivesse ali apenas para desfrutar da segurança daquela posição.
E então ele diz uma das frases mais conhecidas dessa história:
Uau. Mardoqueu tinha convicção de que o livramento viria. Deus não dependia de Ester para cumprir Seu propósito. Mas Ester tinha diante dela a oportunidade de fazer parte daquilo que Deus estava fazendo.
Talvez essa seja uma verdade que também precisamos lembrar:
Os planos de Deus não dependem de nós, mas Ele nos dá o privilégio de participar deles.
E se Ester havia recebido aquela coroa justamente para aquele momento?
E se algumas das coisas que Deus colocou em nossas mãos também não forem apenas para o nosso benefício?
Talvez aquela posição, profissão, recurso, influência, habilidade ou oportunidade tenha um propósito que vai além de nós.
A pergunta é: quando chegar a nossa ocasião, estaremos dispostos a nos posicionar?
Ester decidiu que sim.
Antes de ir ao rei, Ester chamou o povo para jejuar. Ela entendeu que precisava se posicionar, mas também entendeu de onde viria sua força. Depois disso, ela iria.
Com medo ou sem medo, Ester decidiu se preparar em oração e jejuar antes de encontrar com o Rei. A confiança dela estava inteiramente nas mãos do Senhor.
A coroa que Ester recebeu no capítulo 2 agora encontrava um propósito.
Talvez você também esteja diante de uma ocasião para a qual Deus já vinha te preparando há muito tempo.
Não fique apenas olhando para a sua coroa. Pergunte ao Rei para que Ele a colocou em suas mãos. Pergunte a Deus qual é o propósito para o que Ele tem colocado em suas mãos.
AGORA É COM VOCÊ
Existe alguma situação hoje em que Deus está te chamando a se posicionar?
O que Deus já colocou em suas mãos que pode ser usado para abençoar outras pessoas?
O que Deus falou com você através da leitura de hoje?
DECISÃO DO DIA:
Hoje eu decido não ficar em silêncio quando Deus me chamar a me posicionar. Quero reconhecer que aquilo que Ele colocou em minhas mãos também pode servir aos Seus propósitos e estar disponível para participar daquilo que Ele está fazendo.
Minha decisão pessoal de hoje:
MOMENTO DE ORAÇÃO
Hoje, antes de agir, faça como Ester: busque ao Senhor.
Apresente a Ele aquilo que tem causado medo e peça coragem para obedecer mesmo quando você não consegue controlar o resultado.
Depois pergunte:
“Senhor, existe alguma ocasião diante de mim para a qual o Senhor já vinha me preparando?”
Fique alguns instantes em silêncio. Se Deus trouxer algo ao seu coração, anote: