a Língua
a Língua
Quem é cuidadoso no que fala evita muito sofrimento.Provérbios, capítulo 21, versículo 23
“O que guarda a sua boca e a sua língua, guarda a sua alma das angústias.” (Provérbios 21:23 ARC)
“Guardar a boca e a língua” está relacionado à: ( ) ter cuidado com o que diz ( ) parar de falar / “Guardar a sua alma das angústias” relaciona-se a: ( ) entregar as angústias a Deus ( ) não se relacionar com pessoas para não se ferir. A Bíblia está repleta de textos a respeito do “cuidado com a língua”, inclusive com bastante dureza, pois como o apóstolo Tiago diz: “A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa lugar nos nossos corpos e espalha o mal em todo o nosso ser. Como o fogo que vem do próprio inferno, ela põe a nossa vida em cham as” (Tiago, capítulo 3, versículo 6). Deus fez o homem com uma capacidade extraordinária de comunicação, mas quando essa capacidade não é bem usada, ela só traz sofrimentos e dificuldades, como o próprio versículo de hoje diz. Na verdade, quando usamos a nossa língua erradamente, estamos dando margem à nossa velha natureza, pois quem comanda nossas palavras é nossa mente (coração, alma). Se estamos repletos de coisas boas, falamos coisas boas, se nossas mentes estão repletas de coisas ruins, externamos coisas ruins: é como uma fonte transbordante. Graças a Deus que Ele nos dá conselhos preciosos de como devemos usar nossas palavras. A pessoa sábia meditará nestes conselhos e se usar suas palavras para a glória de Deus, certamente livrará sua alma de angústias e viverá muito mais feliz. Leia os textos e tente explicá-los: 1 Pedro 3:10: se eu quiser amar a vida e ver dias bons, devo ter cuidado com minhas palavras; Jó, capítulo 27, versículo 4; Provérbios, capítulo 10, versículo 31; 15:2,4. Reflita: Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado Esopo. Um escravo corcunda e feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou: Toma, Esopo. Aqui está uma sacola de moedas. Corre ao mercado e compra lá o que houver de melhor para um banquete, a melhor comida do mundo! Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso: Ah, língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar, m as, por que escolheste exatamente a língua
como a melhor comida do mundo? O escravo, de olhos baixos, explicou sua escolha: O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que nos une a todos, quando falamos e s em a ela não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, do amor e da compreensão. É a língua que torna eterno os versos dos grandes poetas e as idéias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se ora, se explica, se canta, se descreve, se elogia, se demonstra e se afirma. Com a língua dizemos “mãe”, ” querida” e “Deus”. Com a língua dizemos “sim”. Com a língua dizemos “eu te amo!” O que pode haver de melhor do que a língua, senhor? O mercador levantou -se entusiasmado: Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Toma agora esta outra sacola de moedas. Vai de novo ao mercado e traz o que houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria. Mais uma vez, depois de algum tempo, o escravo Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso: Hum… já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior. O mercador descobriu o prato e ficou indignado: O quê? Língua? Língua outra vez? Não disseste que a língua era o que havia de melhor? Queres ser açoitado? Esopo encarou o mercador e respondeu: A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos e a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade e que divide os povos. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras e da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que insulta, que se acovarda, que mendiga, que xinga, que bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz e que corrompe. Com a língua, dizemos “morre”, “canalha” e “demônio”. Com a língua dizemos “não”. Com a língua dizemos “eu te odeio”! Aí está porque a língua é a pior e a melhor de todas as coisas. Escreva em seu caderno duas coisas que você já disse que não foram muito proveitosas e duas coisas que você já disse que ajudaram alguém. Decida: ( ) Esta semana vou policiar minha língua e quero que Deus me lembre disso. Ore para que suas palavras sejam agradáveis e Memorize Provérbios, capítulo 21, versículo 23. Até amanhã!
Meditação Diária - Igreja Ressoar
PARA REFLETIR E ANOTAR: