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Existe Esperança para Pais Feridos - Parte 2

quinta-feira•07/09/2023•10 min de leitura

Vamos rever alguns estágios que falamos ontem? 1º. ESTÁGIO: A REBELIÃO: Você deixa seus filhos irem, você os deixa cometerem seus próprios erros, você deixa que eles colham as consequências de suas próprias escolhas. Isto é difícil fazer, mas para alguns filhos é a única maneira através da qual eles irão aprender. A grande tentação ocorre quando eles atingem o fundo do poço, que é: intervir, pagar a fiança, enviar um pacote de socorro, mandar dinheiro, tomar um avião e ir vê-los, mas o pai do Filho Pródigo sabia que a natureza tinha uma maneira de disciplinar os filhos, a qual nunca seremos capazes de discipliná-los. Não interrompa as consequências naturais das escolhas que os seus filhos fazem. Se eles fazem uma escolha e ficam muito mal, vão precisar colher o resultado daquela escolha. Esta é a maneira como aprendemos, porque o pai não interveio, o Filho passou para a próxima fase. 2º ESTÁGIO: A REAVALIAÇÃO: vs. 17-19 “Caindo em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.” Veja a mudança de atitude. Ele diz: “Dá-me” quando vai embora. Ao voltar ele diz: “Faz-me”. O que mudou? Tudo se resume a uma diferença de atitude. Sua atitude agora é de humildade e submissão. Ele atravessa um estágio de reavaliação. Ele começa a refletir e encara os fatos. “O que estou fazendo? Eu tenho feito uma bagunça em minha vida. Estou aqui alimentando porcos. Eu tenho perdido todo o meu dinheiro, toda a minha comida, todos os meus amigos, tudo!” Ele cai em si e acorda para o fato de que a sua vida estava uma bagunça.

Então, ele teve remorso. “Eu estou aqui num chiqueiro. Este lugar fede. Até mesmo os empregados de meu pai têm uma vida melhor do que a que eu tenho aqui.” Nós nunca mudaremos até que nos desesperemos. Alguns dos seus filhos ainda não se desesperaram e muitos deles terão que bater no fundo do poço primeiro. Para alguns filhos, não precisa muito sofrimento para aprenderem, porém, alguns precisam receber da vida uma pancada na cabeça, uma sacudida ou um solavanco!! Há uma reavaliação, um remorso e um arrependimento. Ele diz: “Vou voltar para casa.” Não para uma mudança de roupas, mas para uma mudança de coração. O que você, enquanto pai ou mãe, faz neste estágio?

Enquanto você espera por uma reavaliação, tome 3 decisões:

Ore por seus filhos: Ore e ore. Nunca pare de orar. Nossos filhos estão debaixo do ataque do Diabo; Entregue-os para Deus: É confortante para mim, como pai, saber que as coisas que estão fora de meu controle, nunca estão fora do controle de Deus; Espere pacientemente: Espere e espere um pouco mais. Algumas vezes, isso leva tempo, mas há sempre um período de espera. Muitos de nós estamos agora no período de espera. Às vezes, leva mais tempo para alguns do que para outros, contudo, não abrevie a disciplina natural de Deus. Espere por retorno, arrependimento e mudança. Atenção aqui: Eu não estou falando de uma criança que está na Escola Fundamental, mas de um adolescente ou jovem, que está se rebelando e dizendo: “Estou saindo fora daqui.” Você ora, entrega e espera! Este Pai, de nossa história, representa Deus, Ele é o Pai Perfeito e toma atitudes da maneira certa. O Filho, agora, passou para o próximo estágio. 3º ESTÁGIO: O RETORNO: v. 20. “Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheuse de compaixão e, correndo, lançou-se ao seu pescoço e o beijou.” A maneira como você lida com o retorno do seu filho é absolutamente crucial.

Lembre-se de que este é o Pai ideal, pois ele tomou três atitudes importantes que você precisa tomar quando seu filho cai em si. Aqui, é onde está nossa maior ESPERANÇA! Não importa quão distante seu filho esteja desta volta: Creia que é possível! E, quando ele retornar:

AME SEU FILHO FIELMENTE-v. 20a O texto diz: “Seu pai o viu, encheu-se de compaixão.” Não importa quão longe eles tenham ido, não importa quanto tempo você tenha esperado, a porta é deixada aberta para a reconciliação. Você os ama fielmente.

É um amor obstinado que nunca desistirá. Geralmente, nós não gostamos das coisas que estão fora do nosso controle, porém, esteja preparado para quando seus filhos acordarem, esteja pronto para amá-los fielmente. Mantenha seu coração aberto para receber, perdoar e amar.

ACEITE SEU FILHO INCONDICIONALMENTE-v. 20b “E correndo, lançou-se ao seu pescoço e o beijou.” Este é um quadro de aceitação que nos sensibiliza: braços abertos. Ele não esperou que seu filho caminhasse todo o caminho até chegar à casa. Quando ele viu o filho ainda longe, saiu correndo ao seu encontro. Observe que ele não estabeleceu nenhuma condição para amar. Ele não disse: “Vá, tome um banho, corte o cabelo e, então, eu vou abraçá-lo.” De onde este jovem estava vindo mesmo? Do chiqueiro! Ele provavelmente se levantou, saiu de toda aquela lama que estava por todo o seu corpo, impregnada em seu cabelo. Ele caminha para casa por vários dias atravessando o deserto. Ele não tem tomado nenhum banho.

Ele está cheio de placas de lama! Seu pai sai correndo e o abraça, com um abraço bem apertado! Amor incondicional. Que quadro tocante! A melhor linguagem do amor é sempre física. Pais toquem seus filhos: Abrace-os, dê um tapinha carinhoso em suas costas, beije-os. Mostre afeto físico por sua família. Isto é o que o Pai Celestial faz. Quando Seus filhos sabem que eles são aceitos incondicionalmente, isso faz com que eles possam admitir seus erros muito mais facilmente. Aceitação faz a confissão muito mais fácil. Eles já sabem que são aceitos. Veja a confissão do Filho no verso 21: “Pai, pequei contra os céus e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.” Você torna a admissão do erro mais fácil para seus filhos? “Na história, o Pai representa Deus. Ele é o Pai Perfeito”. Ele não precisa confessar, mas, geralmente, quando os filhos voltam para casa, depois de um tempo de rebelião, há uma necessidade mútua de confissão: “Eu tenho feito algumas coisas erradas;” “Você tem feito algumas coisas erradas”… É preciso haver uma reconciliação entre os pais e os filhos. “Eu não tenho sido o pai/mãe que desejo ser e que Deus quer que eu seja.” Há uma confissão mútua e uma reconciliação. Você os ama incondicionalmente, com amor obstinado, e você os aceita, incondicionalmente.

PERDOE SEU FILHO COMPLETAMENTE- v. 22-24 Se, ou quando, eles voltarem para casa, você deve perdoá-los, completamente. “Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; trazei também o bezerro cevado e matai-o; comamos e regozijemo-nos, porque esse meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” O Pai não disse: “Eu te disse. Eu sabia que isso iria acontecer. Eu sabia que você desperdiçaria a sua vida!” Quando o Filho voltou para casa, à esta altura, a última coisa que aquele jovem precisava era de um sermão. Ele já tinha tido seu sermão.

A vida ensinou a ele o sermão. A escola da dureza tinha ensinado-lhe um sermão.

Ao invés de ficar remoendo o problema, o Pai deu a ele uma segunda chance. É isto o que temos que fazer: Perdoá-los completamente e dar-lhes uma segunda chance. Veja só o tom do sermão que aguardava o filho: “Trazei depressa a melhor roupa.” A roupa na cultura judaica é um símbolo da unidade familiar. É como se estivesse dizendo: “Você está de volta na família”. Você está restaurado à posição correta, em harmonia e comunhão com a sua família. Você é parte do ramo, parte da família. Vamos, entre!” “Ponde-lhe um anel no dedo.” Naqueles dias, o anel era sinal de responsabilidade e credibilidade. Era um anel de chancela (de selar) que geralmente tinha o nome da família, muito parecido com um cartão de crédito de nossos dias. Se você tivesse um anel, poderia comprar coisas à crédito. Hoje, o Pai diria: “Tragam as roupas e ponham-nas nele, e tragam um cartão de crédito GOLD para ele!” Você faria isso com um filho que estava acabando de voltar para casa depois de ter “pintado e bordado” e agora volta para casa arrependido? Isto é o que eu chamo de perdão completo. Ele é restaurado ao relacionamento completo.

Quando o Filho voltou para casa, o Pai deu a ele responsabilidade. É importante que você faça isso. Dê a eles responsabilidades. Você não pode permitir que eles se tornem dependentes de você de novo. A reação típica de um filho que se foi e que bagunçou com sua vida e volta para casa é dizer: “Eu não posso controlar minha própria vida”. Eu a tenho destruído. Eu tenho cometido muitos erros. Eu não tenho a responsabilidade para tomar qualquer decisão, portanto, eu quero voltar para casa e você toma todas as decisões por mim. Faça de mim um empregado. Eu quero ser um empregado que apenas recebe ordens sobre o que fazer e o que não fazer porque não posso ser considerado nas decisões que tomo:

Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus.João, capítulo 3, versículo 1

chamada a história do Filho Pródigo, porque ele não é o herói. Deveria ser chamada a história do PAI AMOROSO, pois o Pai é o herói aqui! O foco desta história não é o pecado ou a rebelião do Filho, mas, sim, o amor do Pai! O amor de Deus pelos filhos desobedientes e rebeldes nesta vida. Essa história representa exatamente como Deus lida com a sua rebelião e com a minha rebelião. Quando nós buscamos a Deus, Ele simplesmente faz o mesmo que este Pai fez. Ele nos dá uma segunda chance e esta é uma boa nova. Deus é o Deus da segunda chance. Ele toma as nossas vidas e as remodela e faz algo lindo de uma bagunça total. Esta história tem um final feliz. Alguns de vocês, pais, como eu, têm filhos que ainda não chegaram neste estágio. Eles ainda estão lá bagunçando suas próprias vidas. O jogo ainda não começou para eles, mas vai começar. E para você que está vivendo hoje este jogo? Ainda há tempo. Você pode orar e esperar, comprometendo o seu amor aos seus filhos. ORE AGORA PELA RESTAURAÇÃO DA SUA FAMÍLIA. Até amanhã!