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Voltando para Casa

segunda-feira31/08/20266 min de leitura

Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar.Lucas, capítulo 15, versículo 24

Em Lucas 15, vemos três histórias contadas por Jesus:

1. A OVELHA PERDIDA

A primeira história é sobre um pastor que deixa 99 ovelhas, seguras, para ir atrás de uma, perdida. Do ponto de vista da Cadeira 2, isso não faz muito sentido. Não é uma boa economia ter tantos problemas por uma perda de 1%. Mas de uma perspectiva familiar, era a única opção;

2. DRACMA PERDIDA

A segunda história é sobre a mulher que tinha dracmas e perdeu uma. Novamente, há um grande valor colocado na coisa perdida, o que reflete a atitude de Deus para com os pecadores e cobradores de impostos que foram atraídos para Jesus;

3. O FILHO PERDIDO

O destaque de Lucas 15 é a terceira parábola, uma das ilustrações mais conhecidas de Jesus sobre o coração do Pai. O filho rebelde tinha um coração órfão focado em cuidar de si mesmo: “Dê-me, dê-me, dê-me”.

Ele não entendia sua identidade e não tinha um relacionamento íntimo com seu pai, mas insistiu em receber sua parte da riqueza da família e fugiu com ela.

Receber a herança antes da morte do pai era extremamente desonroso, mas o pai honrou seu pedido e deu a cada um dos filhos sua parte da propriedade, embora a herança seja destinada a filhos maduros. O filho rebelde não era nada maduro e tomou sua herança e a desperdiçou.

O filho rebelde ficou sem dinheiro, todos os seus amigos o abandonaram e ele ficou na miséria. Em nossos dias, seria um filho de uma família rica terminando como um viciado em heroína, sem teto, procurando desesperadamente a próxima dose em becos e favelas. Este filho está tão longe do pai quanto um filho pode ficar.

No final, o menino cai em si e decide que seria melhor ser um servo na casa de seu pai do que um filho em um chiqueiro distante. Ele realmente não se arrepende – vemos remorso, mas nenhuma tristeza por ele ter partido o coração de seu pai. Ele ainda está pensando em si mesmo e qual ação seria de seu interesse.

Quando ele retorna, o pai o vê de muito longe e corre ao seu encontro. O pai não fugiu do pecado do filho; ele correu em direção a ele. Quando o pai chegou ao filho, ele não o repreendeu, não o golpeou, não insistiu que ele fosse limpo de seu contato com os porcos antes de tocá-lo, nem o aceitou de volta de má vontade sob certas condições. Ele o abraçou e o beijou – como se nunca tivesse feito nada de errado.

A perspectiva da Cadeira 1 sabe que você vence o mal com o bem e que é a bondade de Deus que leva ao arrependimento. Ele abraçou a bagunça e o cheiro de porcos.

Quando você vê esse tipo de amor e aceitação incondicionais, você começa a pensar em si mesmo da maneira como Deus pensa em você e começa a amar como Ele ama. O amor dEle faz algo com você. Você não quer voltar para o chiqueiro novamente, mas quer ficar no lugar de descanso, na sala do Pai, onde você tem tudo o que precisa. Isso é muito mais do que lidar com o pecado e a rebelião; trata-se de desfazer a raiz do coração órfão.

O IRMÃO MAIS VELHO

Ele estava no campo quando seu irmão mais novo voltou. Ele não estava num lugar de descanso, porém estava ocupado trabalhando para o pai. Ele estava fazendo para que pudesse ter, para que pudesse se tornar. Ele nem queria ter um relacionamento familiar com seu irmão; ele o chama de “esse filho seu” em vez de “meu irmão”. Ele não tem o mesmo espírito rebelde que o filho mais novo tem. Em vez disso, ele tem um espírito religioso. Esse espírito se ofende quando as pessoas vêm da rua e imediatamente recebem o favor do Pai. Ele é como os cristãos que dizem: “Tenho estado na igreja todos esses anos, tenho sido fiel e cheio do Espírito; Eu tenho servido a você, Senhor; Por que você está fazendo coisas boas para essas pessoas e não para mim?” Embora este seja um espírito diferente do espírito rebelde, ainda vem de um coração órfão.

Este irmão estava fazendo todas as coisas certas para Deus, mas ele não sabia ser filho na sala do Pai. Deus já tem uma multidão de anjos para servi-lO 24h por dia; Ele não precisa ou quer servos. Ele quer um relacionamento – filhos e filhas para preencher Seu lar.

O pai da parábola de Jesus implora para o filho mais velho que volte para casa. Ele não precisa trabalhar para ser filho lá, ele pode apenas ser um, por que isso já é quem ele é.

É disso que trata a história bíblica de Gênesis ao Apocalipse. Deus quer que Seus filhos – tanto os rebeldes quanto os religiosos – voltem para casa e desfrutem de Sua comunhão. Sim, há coisas a fazer e responsabilidades a cumprir, mas essa relação começa antes de tudo com a identidade.

QUEM É VOCÊ?

Espero que a primeira resposta que venha à sua mente seja: “um filho ou uma filha de Deus” e não um servo, um ministro, um empregado, um cônjuge, um líder ou qualquer outra coisa que faça você sentir que está desempenhando um papel. Milhões de pessoas estão por aí fazendo a obra do Reino para provar a si mesmas e aos outros que são importantes no Reino. Todos eles já eram importantes no primeiro dia.

Você foi feito à semelhança de Deus. Você se tornou um filho ou uma filha quando acreditou. Sua identidade já foi totalmente estabelecida. Você nunca será satisfeito em perseguir a identidade no que faz e no que tem. Você só pode fazer e ter a partir da identidade que já tem.

CONCLUSÃO: Quando começamos a reconhecer quem é Jesus, começamos a reconhecer quem somos. Uma vez que entendemos quem somos, podemos começar a jornada de volta ao coração do Pai. A vida do Reino começa com a identidade.

DECISÕES: